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Case: Depressão e terapia com cavalos

Como facilitadora de terapia com cavalos, tenho muitas histórias comoventes! Vou contar uma que foi muito marcante para mim.

Há alguns anos, fui contatada por alunos de Medicina que precisavam fazer um trabalho sobre terapias complementares e a equipe deles abordaria a Constelação Familiar. Como eles tinham acesso a uma CAPS – Centro de Atenção Psicossocial, elaboramos um programa breve para pacientes com depressão. Funcionou em três etapas:
1º encontro – aplicação de um questionário para saber o grau de depressão (que logo mostrou uma moça bastante jovem com grau alto e indicativo de internação, é sobre ela que vou falar) e uma explicação sobre a visão sistêmica familiar. Neste dia realizamos uma constelação para cada paciente em uma escola próxima à CAPS.

2º encontro – 30 dias após o 1º, fizemos atividades de terapia e aprendizagem com cavalos no haras. Pacientes, alunos de medicina com sua professora e os alunos do curso de formação Omega-TAC.

3º encontro – 60 dias após o 1º, nos reunimos novamente na escola para aplicar novamente o questionário e fazer o fechamento.

A moça que vou chamar de Ana, com 21 anos na época, estava com depressão profunda e os médicos estavam indicando que saísse do hospital-dia para a internação, devido ao agravo de seu quadro. No primeiro encontro, ela contou que seus pais engravidaram quando tinham 15 anos de idade e então ela veio ao mundo filha de adolescentes e assim uma família se formou em que, desde muito cedo, esta criança precisou ser adulta, ela sempre fora colocada como igual aos pais. Na Constelação ela retomou o lugar de filha e passou a ver os pais como pais, não como “iguais”.

No encontro no haras, ela já estava muito melhor. Mas foi realizando tarefas bastante desafiadoras para ela, uma moça de estatura pequena, magra, manejando um animal de 500 kg sozinha. E ela conseguiu limpar os cascos do cavalo. Quem já fez isso sabe que para quem não tem habilidade, quem está fazendo pela primeira vez, é um grande desafio e muitas pessoas realmente não conseguem fazer e às vezes até por medo. Superar todos os desafios e conseguir erguer o pé do cavalo para limpar foi incrível!!!

No último encontro ela parecia outra pessoa ao entrar naquela sala de aula da escola de um bairro bastante carente: estava linda, maquiada, iluminada! Não somente não fora internada como recebera alta e havia ganho um pacote turístico: iria conhecer o Rio de Janeiro, seu grande sonho.

Este foi o resultado em 60 dias e 3 encontros da potência do trabalho sistêmico assistido por equinos. Preciso dizer mais algumas coisa? Penso que não!

Gostou? Compartilhe, pode ser exatamente isso que alguém precisa agora...

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